Opinião

Paulo Afonso - Bahia - 11/10/2017

Desabafo/denuncia: A política dos bons costumes

Edson Lucena
Divulgação
Edson Lucena
Edson Lucena

Porque o idiota sou eu, que faço obra e contrato papa-entulho, contrato carroceiro, mando limpar a frente das obras que realizo. Só nesse ano já estou na terceira obra, sem descartar nada em áreas indevidas, mas enquanto isso, sigo vivendo num mundo que é só meu, pois para os demais, a maioria, diria, a prática é outra.

Esse registro é da Vila Nobre, onde diariamente são descartados lixo, entulho, restos de gesso de uma fábrica da região, etc.

"Ah, mas você reclama demais."

Reclamo e seguirei reclamando, pois a população necessita de um mínimo de senso de cidadania, de responsabilidade, de respeito para com o todo. Não posso enxergar algo à minha porta, ou à de quem quiser que seja, e simplesmente me calar por uma questão da cultura do comodismo, do "deixa pra lá".

Precisamos, enquanto cidadãos, entender a importância de cuidar de tudo o que está ao nosso redor, de tratar o ambiente em que vivemos, como se de fato fosse a nossa casa, até porque, sim, a nossa cidade é a nossa casa, e desta devemos nós, os "donos", manter a ordem, as boas práticas.

E já que a cultura é a do conformismo, a de não querer reclamar para não incomodar aquele que lhe incomoda, permitam que alguém o faça, pois sem esses, o que será do pouco que nos resta?

Esqueçam o poder público! O poder emana de vocês! Vocês são o poder! Façamos a nossa parte! Assim teremos alguma moral para cobrar algo do executivo ou do legislativo. Do contrário, "seremos apenas ratos" reclamando do cheiro de esgoto.

* Um desabafo/denuncia contra a falta de educação de uma parcela da população que muito reclama dos serviços, mas pouco coloca em prática os bons costumes.

 


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