PAULO AFONSO- Não deu tempo para que Partido dos Trabalhadores festejasse os 45 anos de fundação, completados em 10 de fevereiro. Com a divulgação nesta sexta (14/fev), da pesquisa do Datafolha dando somente 24% de aprovação ao governo Lula, com derretimento de 11% em relação à pesquisa anterior e, principalmente, com as baixas verificadas nos seguimentos historicamente alinhados ao partido: mulheres, pessoas de baixa renda e o eleitorado nordestino, a pulseira vermelha foi colocada no pulso dos militantes.
É preciso reagir na sala de emergência antes que a população dê mais um grande passo rumo à direita. Exatamente por esse resultado adverso, a agenda do presidente da sigla no estado, Éden Valadares, ficou espremida entre a plenária em Paulo Afonso, havida pela manhã, e outra reunião estratégica com o ministro da Casa Civil Rui Costa e o senador Jaques Wagner, marcada para o início da tarde.
Éden desceu do jato por volta das 8h30 e foi levado pelo ex-vereador Marconi Daniel (PT), candidato a prefeito de Paulo Afonso pelo partido, para um café da manhã e finalmente, o destino foi o encontro com as lideranças regionais na sede da APLB Sindicato.
“Se o Lula cair nós vamos sofrer, mas é o indígena quem vai morrer, é quilombola, o ribeirinho, os mais pobres, os negros e negras e a comunidade LGBT”, diz Éden.
Então nós ficamos agoniados e queremos uma mudança do Lula, prossegue o presidente do PT: “Nós vamos remando numa maré difícil, estamos enfrentando uma grande tempestade, e o Lula faz um grande governo, mas vimos ontem “24% de aprovação”, o mundo não é mais o mesmo.”