Regional

Serrinha - 11/02/2010

Após 2 dias, termina rebelião de presos em presídio de segurança máxima em Serrinha

Redação Terra
Reginaldo Pereira/Ag. A T

A rebelião de internos do Conjunto Penal de Serrinha, na Bahia, que teve início às 8h de segunda-feira, terminou por volta das 15h desta quarta-feira. As informações foram dadas por um funcionário do presídio.
Segundo a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, delegados da Polícia Civil de Serrinha estavam na unidade para determinar o flagrante por homicídio, cárcere privado e destruição do patrimônio público dos detentos.
Os internos decidiram encerrar a rebelião com apenas três pedidos atendidos: permanecerem juntos no mesmo pavilhão, receberem um novo kit de higiene e tomarem banho hoje mesmo.
No final da tarde, os rebelados estavam sendo ouvidos por quatro delegados da Polícia Civil de Serrinha. O corpo de Joselito Alves da Silva - assassinado antes do início da rebelião -, seguiu para o Instituto Médico Legal de Feira de Santana. Os três internos, que foram mantidos reféns durante o motim, serão transferidos para o Conjunto Penal de Feira de Santana após serem ouvidos.
O secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Nelson Pellegrino, disse que está satisfeito "porque a integridade física dos reféns foi preservada e a disciplina foi mantida sem que cedêssemos à reivindicação de transferir os amotinados para Salvador.", afirmou o secretário.

Negociações
As negociações com os 25 internos do Conjunto Penal de Serrinha foram retomadas por volta das 8h desta quarta-feira. Três presos ainda eram mantidos reféns.
De acordo com a secretaria, o grupo pedia o retorno a Salvador, de onde 14 deles, acusados de integrarem a mesma quadrilha, foram transferidos em setembro de 2009.
Segundo o órgão, os rebelados danificaram o sistema de automação de portas, entraram na cela onde ficam os ameaçados de morte, mataram Joselito Alves da Silva - conhecido como Carioca - e fizeram reféns os outros três presos: Alex Brito da Silva, Márcio Gledson Pinheiro Costa e Antonio Rodrigues de Souza. A secretaria afirma ainda que o local não tinha superlotação - estava com 29 internos e tem capacidade para 30.


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