Opinião

Paulo Afonso - Bahia - 28/06/2017

Não tem jeito, a história assim diz: Delmiro, não a cidade, mas o visionário, apenas "deu a ideia"

* Flávio Henrique Magalhães Lima, é advogado, secretário de Meio Ambiente e vice prefeito.
Reprodução

Me esforcei para não comentar, mas não consigo! Fala aqui um filho de Paulo Afonso. 
Sobre a tese que para minha surpresa a Prefeitura de Delmiro Gouveia resolveu encampar, para requerer parte do território de Paulo Afonso, claro que por coincidência as áreas das usinas, seu fundamento é ralo, insípido e desconsidera todo aspecto histórico-político de construção das divisas no entorno de nossa cidade. Sobre o fundamento, resumo dizendo que caso ocorresse de ser acatado, o Estado de Sergipe e o próprio Estado de Alagoas poderiam também sumir, aliás se é para mudar, com base nos mapas do passado, vamos então reinstalar o Tratado de Tordesilhas, voltarmos a ser de Portugal, e nos tornando europeus, quem sabe a gente garante o desenvolvimento das terras daqui com ainda mais força e rapidez! Mas, confesso minha indignação, pois a proposta apresentada, além de ter fundamento facilmente questionável, ignora e de forma afrontosa desconsidera um aspecto, a identidade do povo de Paulo Afonso. Chega a ser desrespeitosa a forma como o assunto é tratado. Parece que estão falando apenas de "terras"! Pois bem nobres vizinhos, aqui tem um povo, com cultura e principalmente uma rica história. Essa cidade é fruto do trabalho de nordestinos de vários estados, mas que nesse momento já detém raízes próprias muito bem estabelecidas. O propósito dessa empreitada é pobre, de nenhum espírito republicano, federalista, movido apenas por interesses de natureza econômica. Lá trás, quando as divisas foram definidas, poderíamos ter sido localizados em qualquer lugar, mas isso não aconteceu, e todas as definições foram realizadas dentro da ordem e dos princípios legais que norteiam uma Federação. Quem questiona agora o passado, está questionando mais que território, e declaro, na qualidade de filho dessa terra, que NÃO! Não quero de jeito nenhum essa ou qualquer outra mudança capaz de afetar a linda história da nossa cidade, que apesar de jovem, cravou sua condição de força econômica regional, despertando a paupérrima cobiça dos que se acham no direito de vociferar que são "donas" do nosso território ou parte dele. Somos Bahia, somos Paulo Afonso, e vamos seguir assim. Se vai haver ação judicial não sei, mas se houver, conhecerão a força e o destemor do povo pauloafonsino para defender sua terra, sua cidade! A legítima nobreza, a riqueza que vale a pena, não se toma, se constrói. Não tem jeito, a história assim diz: Delmiro, não a cidade, mas o visionário, apenas "deu a ideia". Amo Paulo Afonso ... Pra frente é que se anda!

 

* Matéria extraída do facebook


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